Modelo Cognitivo

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Se você deseja aprofundar seu autoconhecimento e desvendar o seu próprio modelo cognitivo e comportamental, está no lugar certo! Neste conteúdo, explorarei como nossas interpretações moldam a realidade que vivenciamos e como influenciam diretamente nossos pensamentos, emoções e comportamentos. Desvendar esses segredos pode ser a chave para conquistar uma qualidade de vida melhor. Então, sem mais delongas, vem comigo!

Constantemente, sem mesmo perceber, fazemos interpretações da nossa realidade. Essas interpretações são conhecidas como avaliações cognitivas e podem estar relacionadas a uma variedade de aspectos, como situações, pessoas ou objetos. São elas que geram as respostas cognitivas, que envolvem nossos pensamentos, emoções e sentimentos, assim como as respostas comportamentais, que se manifestam através de nossas ações e reações fisiológicas (aumento da frequência cardíaca, sudorese, fadiga mental, etc.) decorrentes das emoções que experimentamos.

Mas o que é ainda mais interessante é que as consequências das nossas ações acabam influenciando nossa interpretação da situação vivida. E essa nova interpretação, por sua vez, afeta nossas emoções e comportamentos subsequentes. É um ciclo contínuo de influência mútua, onde todos esses elementos se reforçam e se retroalimentam.

Além disso, é fundamental reconhecer que existem crenças nucleares, aquelas que surgem em pensamentos do tipo: “sou um fracasso total”, “não sirvo pra nada mesmo”, ”como eu sou burro” ou ainda “ninguém se importa comigo”. Essas crenças podem ser agrupadas em categorias como desamparo, desamor e desvalor. Elas interagem com nossos esquemas e acabam produzindo conteúdos carregados de limitações e visões distorcidas de nós mesmos e das situações que vivenciamos, tudo isso por meio dos pensamentos automáticos, que é por onde elas costumam se revelar.

Para exemplificar, imagine um indivíduo que recebe um feedback crítico no trabalho. Sua interpretação imediata, devido aos esquemas e distorções cognitivas, pode ser extremamente negativa. Isso o levará a se sentir inseguro, ansioso e talvez até mesmo com raiva. Essas emoções podem, por sua vez, influenciar seu comportamento subsequente, como evitar desafios no trabalho. Esse ciclo pode continuar a se repetir, a menos que ele reconheça e desafie suas interpretações iniciais.

Compreender esse modelo cognitivo nos proporciona uma visão mais profunda de como nossas interpretações, emoções e comportamentos estão interconectados. Mais do que isso, nos leva a refletir sobre a importância de identificar e desafiar nossos esquemas, distorções cognitivas e crenças nucleares. Dessa forma, podemos trabalhar para promover uma visão mais realista e saudável de nós mesmos e das situações que enfrentamos.

Ao desvendar o seu próprio modelo cognitivo e aprender a desafiar essas interpretações automáticas, você pode adquirir maior controle sobre suas emoções e comportamentos, contribuindo assim para uma qualidade de vida significativamente aprimorada e saúde mental.

Agora que você compreende melhor como nossas interpretações moldam nossa realidade e influenciam nossas emoções e comportamentos, o próximo passo crucial é aplicar esse conhecimento em sua vida. O autoconhecimento é uma ferramenta poderosa, e você tem em suas mãos o poder de transformar a maneira como percebe o mundo e como reage a ele.

Aqui estão algumas ações práticas que você pode adotar para começar a colher os benefícios desse entendimento:

  1. Mantenha um diário: Comece a registrar suas interpretações automáticas e as emoções que surgem em situações cotidianas. Isso a (o) ajudará a identificar padrões e, eventualmente, desafiar pensamentos prejudiciais.
  2. Pratique a autorreflexão: Dedique um tempo para pensar sobre suas crenças fundamentais e esquemas. Pergunte-se se eles estão realmente alinhados com a realidade ou se foram moldados por distorções cognitivas.
  3. Aprenda técnicas de administração do pensamento: Explore técnicas como o questionamento socrático e a reestruturação cognitiva, que envolve a identificação e substituição de pensamentos negativos por alternativas mais equilibradas e realistas.
  4. Busque apoio profissional: Se sentir que suas crenças nucleares ou distorções cognitivas estão profundamente enraizadas e impactam negativamente sua vida, considere procurar a orientação de um psicólogo.

BECK, Aaron T. “Cognitive Therapy and the Emotional Disorders.” 2ª edição. Editora International Universities Press, 1976.

BECK, Judith S. “Cognitive Therapy: Basics and Beyond.” 2ª edição. Editora The Guilford Press, 2011.

BECK, Judith. Terapia Cognitivo-Comportamental. Teoria e Prática. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

ELLIS, Albert. “Reason and Emotion in Psychotherapy.” Editora Lyle Stuart, 1962.

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